DEBATES NO RIO DE JANEIRO:
EDUCAÇÃO ESPECIAL, HISTÓRICO E POLÍTICAS – Quarta, 05 de agosto
Motivado pelo filme As autoridades estão sempre certas
Ofensas verbais (Dir. Jerry Smith / EUA / 26′)
Um grupo de ativistas com deficiência intelectual reagem ao uso da palavra ” Celebretard”, um trocadilho que mistura “celebridade” com “retardado”, que um grupo de teatro de Mineápolis inadvertidamente inventou para batizar uma cerimônia supostamente positiva. O grupo dá voz a um grande número de cidadãos e discute questões de adequação de linguagem e direitos humanos.
As autoridades estão sempre certas (Dir. Sapna Ramnani / Reino Unido / 42′)
Educação é um direito humano fundamental e crianças com deficiência não deveriam ser discriminadas, segregadas ou marginalizadas. Esse documentário conta a história de Nihal Armstrong, um menino com paralisia cerebral que, com um diagnóstico equivocado sobre suas dificuldades de aprendizagem, perdeu alguns de seus primeiros anos numa instituição de ensino pouco estimulante. Esse filme mostra o que acontece quando a autoridade da Educação Pública se engana. O filme apresenta um critica contundente ao sistema educacional que falhou cabalmente em sua missão de trazer igualdade para a educação
CONVIDADOS:
Cristina Delou – Mestre em Educação pela UERJ e Doutora em Educação: História, Política, Sociedade, pela PUC-São Paulo. Professora Associado I da UFF. Coordenadora dos Cursos de Pós-Graduação Lato-Sensu da Faculdade de Educação e do projeto de extensão “Escola de Inclusão”.
Roseni Silva Cardoso – Professora, Psicóloga e Psicopedagoga. Coordenadora de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.
ACESSIBILIDADE PARA LIMITAÇÃO MOTORA – Quinta, 06 de agosto
Motivado pelo filme Como você ousa?!
Como você ousa?! (Dir. Lizka Assa e Uri Shin / Israel / 52′)
Nada poderia impedir Hanni de realizar seus sonhos, nem mesmo uma doença neurológica fatal com o diagnóstico de apenas mais dois anos de vida. Ela luta contra o sistema, supera as dificuldades financeiras e constrói uma nova carreira. O filme “Como você ousa?!” acompanha uma mulher forte e inspiradora em sua atribulada jornada, e mostra seu encontro com o físico Stephen Hawking, que foi atingido pela mesma doença. Ao longo dessa “segunda metade” de sua vida, duas magníficas surpresas deixam todos à sua volta perplexos e eufóricos.
CONVIDADOS:
Aliny Lamoglia – Psicopedagoga clínica, Dra. em Psicologia Social, Profª Adjunta do Departamento de Fundamentos de Educação da UNIRIO, Coordenadora do Núcleo de Educação Inclusiva, Org. do livro: “Temas em Inclusão: saberes e práticas” (2009).
Lenira Luna – Médica radiologista há 28 anos e tetraplégica há 33 anos.
AUTISTA E ARTISTA – Quarta, 12 de agosto
Motivado pelo filme Somos todos Daniel
Somos todos Daniel (Dir. Jesse Heffring / Canadá / 92′)
No verão de 2007, estudantes da Escola Summit de Montreal, com deficiências intelectuais, emocionais e comportamentais, ensaiam uma complexa peça de teatro musical. A peça conta a jornada de um estudante com autismo que chega em uma nova escola. As belas e desajeitadas performances desses estudantes expõem uma profunda e perturbadora verdade. Eles não são diferentes de nós, não querem a nossa piedade, querem nos mostrar quem são, e ser compreendidos. O documentário acompanha os ensaios da peça, dando destaque a seis dos estudantes, seus pais e professores. Autismo, Aspergers, Síndrome de Down, TORCH Syndrome, A.D.D., suas manifestações e conseqüências são reveladas. Essa jornada, em que às vezes a ficção se mistura com a realidade, revela a beleza desse jovens, suas habilidades e o fascinante efeito de sua honestidade.
CONVIDADOS:
Sonia Caldas – Mestre em Psicologia Clínica e Membro Efetivo do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro, com trabalhos publicados sobre autismo. Psicóloga responsável por uma clínica de atendimento para crianças autistas.
Luiz Fernando Vianna – Jornalista de 39 anos e pai de um menino autista de 8 que vive na Austrália.
SURDO: SINALIZADO OU ORALIZADO – Quinta, 13 de agosto
Motivado pelo filme Sou surdo e não sabia (e também por Vozes de El-Sayed)
Sou surdo e não sabia (Dir. Igor Ochronowicz / França / 70′)
Por vários anos, Sandrine não sabia que era surda. Surda de nascença, ela é filha de pais ouvintes. Chegou a freqüentar a escola regular, e lá se perguntava como os outros compreendiam o que a professora estava tentando transmitir. Como uma pessoa surda descobre que pessoas se comunicam através de sons, que o movimento dos lábios que eles vêem produz palavras e comunicação? Esse documentário olha para a questão a partir de dentro, pela perspectiva de Sandrine e sua história verídica. Paralelamente ao relato da autonomia conquistada com a Língua de Sinais, o filme levanta a discussão sobre a conveniência do implante coclear e da oralização de crianças surdas.
Vozes de El-Sayed (Dir. Oded Adomi Leshem / Israel / 75′)
No pitoresco deserto israelense de Negev encontra-se a aldeia beduína de El-Sayed, que possui o maior percentual de pessoas surdas do mundo. Lá, ninguém usa prótese auditiva, porque em El-Sayed a surdez não é considerada uma deficiência. Através das gerações, foi se desenvolvendo uma língua de sinais única, fazendo desta a língua mais usada nessa rara sociedade que aceita a surdez como algo tão natural quanto a vida. A tranqüilidade da aldeia é interrompida pela decisão tomada por Salim de mudar o destino de seu filho surdo e fazer dele um ouvinte por meio da operação de implante coclear.
CONVIDADOS:
Vera Loureiro – Especialista na área da surdez e Mestre em Linguística Aplicada pela UFRJ, professora da PUC-Rio e professora aposentada do INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos)
Valdo Nóbrega – Ator premiado pelo filme O Resto é Silêncio, de Paulo Halm (exibido no Festival Assim Vivemos 2003 e no Programa Assim Vivemos 2009).
